QUE PRINCÍPIOS IDEOLÓGICOS NOS REGEM?
Como no conhecido
poema “Pedra Filosofal”, também nós acreditamos que “o sonho comanda a vida”.
Que por ele é preciso viver, e morrer, se for preciso. Não por fanatismo a uma
causa. Nem tão pouco por amor a causa vã. Porque só no Amor o Sonho se ergue e
aprofunda as suas raízes. E jamais o Amor conduz a causas falsas ou perdidas.
Ainda que assim, a certa altura, o pareça .
Acreditamos
não ser vão o nosso sonho. Porque, no fundo, ele é Sonho da própria Humanidade.
Ou seja, o Sonho de todos nós. Quantas vezes esquecido, distorcido e pervertido
pelos homens, por razões de circunstância ou por forças que ultrapassam o nosso
entendimento!
É,
portanto, em termos de Amor e de Humanidade, que é alicerçado o
nosso ideal e o nosso sonho. Sonho que gostaríamos que não fosse apenas nosso,
ou de tantos outros que pensam e sentem como nós, mas de todos. Porque,
afinal, foi a pensar em todos que nos decidimos a criar esta Associação.
Não é por acaso que uma das normas do nosso regulamento interno estipula que
todos os membros se tratem por tu e se dirijam uns aos outros pelo nome
próprio. Uma forma de chegar ao outro naquilo que ele tem de essencial -
o seu ser interior -, que é, afinal, o que nele há de mais precioso e
verdadeiro.
A
história da Humanidade está em curso. E se acreditamos que algum dia teve um
início, logicamente que temos também que acreditar que um dia terá um fim. Fim
que poderá ser trágico ou glorioso... Logo, como se costuma dizer, estamos
todos no mesmo barco. Ou, parafraseando Carl Sagan, somos todos
viajantes da mesma nave espacial - o nosso planeta Terra.
Tendo
consciência disso, seria então possível alimentarmos um Ideal que não fosse o
da própria Humanidade? Aquele pelo qual ela se tem batido desde sempre e que
desde sempre a tem mantido em esforço permanente à procura da Verdade?
Deste
modo, conscientes de que a diversidade de caminhos existe, e acreditando que
eles nos conduzirão ao Caminho da Verdade, resta-nos a esperança de contribuir,
juntamente com tantos outros que pensam como nós, para a reunião do Conhecimento
e Sabedoria dispersos, naquilo que têm de essencial. Sendo que poderá ser este
o “fio de Ariadne” que conduzirá a Humanidade ao seu destino derradeiro, que
esperamos vir a ser glorioso.